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5 dicas para o sucesso na gestão da empresa familiar

Ao longo dos meus estudos, graduação, especializações e mestrado, sempre me chamou atenção o jeito do meu pai fazer gestão. Um jeito sem teoria, no entanto com atitudes que impressionam.

Iniciei minha carreira muito jovem. Tive o privilégio (ou não) de crescer dentro de uma empresa familiar. Divertimento era poder estar dentro dela, sentar em um computador e imaginar que, algum dia, pudesse estar à frente das decisões. E este dia está chegando. Não demorará muito para a empresa entrar na sua segunda geração. Como acontecerá isso? Posso contar em outra oportunidade.

Vou apresentar um pouco sobre a empresa da minha família. Em 2017, ela completou 24 anos de fundação, é uma empresa jovem. É do setor metal mecânico e referência na região norte do Rio Grande do Sul. Iniciou no porão da casa do meu avô e hoje possui 5.000m2 de área construída. Atualmente, fabrica elevadores para edifícios, estruturas metálicas e móveis de aço para empresas.

Ao longo dos meus estudos, graduação, especializações e mestrado, sempre me chamou atenção o jeito do meu pai fazer gestão. Um jeito sem teoria, no entanto com atitudes que impressionam. Qual é o segredo de iniciar uma empresa e ter sucesso? Ou melhor, qual o segredo para mantê-la no mercado? Nestes anos, trabalhando com ele, gostaria de compartilhar algumas atitudes que deram certo.

1. Transforme a necessidade do cliente em produtos e/ou serviços

Não importa o quanto você já mudou de produto, o quanto acrescentou ou tirou determinado serviço. Mude sempre que precisar, o cliente é quem manda. Em determinado momento, um produto e/ou serviço poderá não ser mais interessante para o cliente. Por exemplo, a empresa iniciou fabricando porta e janelas de aço, já forneceu componente metálicos para empresas do agronegócio e hoje fornece cruzetas metálicas para o setor de energia. Na linha de móveis de aço, iniciou fabricando estantes para lojas e hoje fornece armários para vestiários. Não tenha medo de mudar.

2. Não misture dinheiro pessoal com o da empresa

Esse é um dos maiores motivos do fechamento das empresas familiares. O setor financeiro deve ser o mais controlado. Abrir a gaveta e pegar dinheiro hoje, pagar algo pessoal amanhã, fazer empréstimos de necessidades pessoais em nome da empresa, não dá certo. O gestor de empresa familiar deve ter cargo e salário definido. Todos os membros da família que nela trabalham devem possuir também. Inclusive, nada de começar a trabalhar porque é da família. Seus conhecimentos, habilidades e atitudes devem condizer com o cargo.

3. Seja humilde e valorize as pessoas

Uma das atitudes que mais me chamam atenção no meu pai é a preocupação com as pessoas e a humildade. Ser dono de empresa não fez dele uma pessoa melhor do que outras, nem adquirir a uma casa melhor ou mesmo ter o carro do ano. Todo dinheiro que sobra é revertido em investimento para o empreendimento. Um dos valores da empresa é a preocupação com as pessoas e com a sociedade. Claro que o lucro é importante, mas há a necessidade de se ter o equilíbrio. São todas as pessoas que atuam na empresa que fazem ela ser melhor. Por isso, valorize todas as pessoas.

4. Busque ajuda sempre que precisar

O empreendedor não é obrigado a saber tudo. Hoje, existem muitas instituições de ensino, órgãos públicos e serviços de apoio às empresas prontos para auxiliar. Também, vale contratar um profissional consultor nas áreas com maior dificuldade. É fundamental fazer um planejamento estratégico, contratar especialistas nas principais áreas de gestão. Ressalto a importância do gestor buscar atualização sempre, principalmente nesta área em que a cada dia são apresentadas técnicas novas. As leis, parte tributária e tudo que auxilia no processo muda a todo tempo e o gestor precisa saber. Busque cursos e atualize-se.

5. Motive sua equipe e não desanime

Principalmente o setor metal mecânico, nos últimos anos, teria muitos motivos para reclamar, desanimar e “chutar o balde”. Economicamente, foi o setor mais afetado pela crise econômica e política. Mesmo com ela, o projeto da duplicação da empresa continuou. Fases da obra foram atrasadas, mas com muita economia concluiu-se a parte da fábrica. Lembro do desespero de todos nas reuniões e justificativas não faltavam para desistir. Meu pai era o único que dizia “vai melhorar, eu sei que vai”, “não podemos desistir”. Foram necessários alguns ajustes, alguns passos para trás para poder avançar. No projeto de duplicação, ficou adiada a sala dele, a qual continua apertada e, muitas vezes, quente. Com isso ele não se importa, porém se importa com a esperança de que os resultados aparecem, quando se otimiza os poucos recursos que se possui.

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